Itajaí deve buscar centro de coleta e distribuição de sangue por demanda

Estrutura de um hemocentro completo foi descartada pelo Hemosc, devido a alto custo e pouco aproveitamento.

#PraCegoVer: imagem mostra as autoridades sentadas no plenário da Câmara, de pé, na tribuna, Guilherme Genovez, diretor geral do Hemosc, faz uso da palavra. Crédito: Davi Spuldaro/CVI.  #PraCegoVer: imagem mostra as autoridades sentadas no plenário da Câmara, de pé, na tribuna, Guilherme Genovez, diretor geral do Hemosc, faz uso da palavra. Crédito: Davi Spuldaro/CVI.
A Câmara de Vereadores de Itajaí realizou nesta segunda-feira (9) audiência pública para debater e buscar esclarecimentos sobre a possível instalação de uma unidade completa do Hemosc (hemocentro) em Itajaí. A audiência reuniu comunidade, autoridades municipais, regionais, estaduais, representantes do Hemosc e de entidades ligadas à Saúde.
 
A audiência foi dirigida pelo vereador proponente, Rubens Angioletti (PSB), e Guilherme Genovez, diretor geral do Hemosc, abriu as falas, apresentando dados da instituição. Segundo Genovez, de janeiro de 2018 a agosto de 2019, o Hemosc atendeu 99,1% das solicitações (de hemácias) da região de Itajaí. Ele explicou que atualmente, são necessários R$ 240 para manter uma bolsa de sangue e cada vez que uma bolsa é descartada – quando a oferta é maior que a demanda – esse dinheiro é desperdiçado junto com o material. Em 2015, por exemplo, o Hemosc coletou mais de 130 mil bolsas e desperdiçou 15% do material. Os tipos de sangue que mais faltam, segundo ele, são, naturalmente, os mais raros, como os negativos.
 
O diretor explicou que um hemocentro é uma estrutura de alto custo (tanto física quanto de pessoal) e hoje o Hemosc está trabalhando por demanda, para evitar desperdícios de recursos públicos e de sangue, que perece num curto período. “Por isso, o Hemosc adotou um modelo focado na gestão de estoque, no qual busca ampliar o cadastro de doadores e, sempre que houver necessidade, faz a coleta do tipo sanguíneo necessário indo até o doador, ou seja, a coleta é seletiva e não aberta”.
 
Representantes dos Hospitais Marieta e Pequeno Anjo afirmaram que um centro de coleta seletiva e distribuição na região já ajudaria muito, pois traria o sangue pra mais perto dessas unidades, aumentando a segurança dos procedimentos. O Município de Itajaí, por meio da Secretaria da Saúde, ofereceu um espaço dentro do Centro integrado de Saúde (CIS). Já o professor Alexandre Geraldo, representante da Univali, afirmou que a instituição poderá ceder uma área com espaço para triagem, recepção, coleta de sangue e cem cortesias de estacionamento para a coleta seletiva, segundo a necessidade apontada pelo Hemosc.   
 
A professora Glória Maria Dal Castel, coordenadora do movimento Pró Hemosc de Itajaí, afirmou que o grupo já dispõe de um amplo cadastro que pode ser compartilhado com o Hemosc para coleta sob demanda.
 
O vereador Rubens Angioletti finalizou a audiência afirmando que agora será feito um relatório, para definir o local, as responsabilidades de cada um (Hemosc, Executivo e Legislativo estadual e municipais) e o planejamento para se verificar a viabilidade e a real necessidade da instalação de um centro de coleta seletiva e distribuição em Itajaí.  
   
 
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Crédito: Davi Spuldaro/CVI.
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